Cirurgia de catarata alcança o estágio de “state-of-art”

Cirurgia de catarata alcança o estágio de “state-of-art”

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Após permanentes avanços em sua cirurgia, a facectomia (nome técnico para a remoção da catarata, de faco (grego) = cristalino) alcança um nível de grande segurança e eficácia graças a uma série de recursos hoje disponíveis.


T ais avanços, por vezes, têm trazido à população uma falsa interpretação de uma cirurgia muito simples, chegando as raias de uma banalização que não condiz com a verdade. Alguns chegam a se esquecer ou não aceitam que ainda há riscos em sua execução. Desde mínimos (hemorragia subconjuntival, edema corneano discreto, etc) até complicações graves (necessidade de se explantar a lente intraocular, descolamento de retina, infecção intraocular, etc).

O procedimento se reveste de grande sofisticação, onde microscópios potentes permitem visualizar detalhes que antigamente eram impossíveis com as lupas cirúrgicas então empregadas.

Instrumental adequado de microcirurgia, substâncias viscoelásticas, lentes com excelente qualidade óptica, cálculo mais preciso do poder dióptrico destas mesmas lentes, incisões mínimamente invasivas, a maioria sem necessidade de suturas, tudo isto gera um pós operatório mais confortável para os pacientes e volta às atividades físicas mais precocemente.

Quando operar? O conceito de se esperar até a catarata "amadurecer" já está ultrapassado, e esta decisão deve ser tomada em comum acordo entre o cirurgião, o paciente e familiares, quando a catarata já começa a prejudicar a qualidade de visão de seus portadores.

Nos desenhos abaixo, pode-se apreciar os efeitos de uma opacificação crescente do cristalino natural humano, interferindo na identificação real das cores, além de distúrbios visuais sob o efeito das luzes. É o chamado glare, que incomoda sobremaneira quando se dirige à noite, por exemplo.

catarata
 

À medida que o processo de opacificação do cristalino vai avançando, as cores vão se alterando dramaticamente. Inicialmente, a visão que era muito clara, vai se deteriorando e as cores começam a ficar desbotadas. O que era azul ou verde transforma-se em tons amarelados, e em uma fase mais adiantada, nem mais as cores conseguem ser reconhecidas.

Na presença da catarata, muitos pacientes se queixam de desconforto visual à luzes, principalmente ao olharem para faróis dos veículos, como ilustrado na imagem abaixo:

 
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E a cirurgia? Sem dúvida alguma, a facoemulsificação veio transformar dramaticamente a cirurgia, e para muito melhor. Ao se remover o cristalino artificial por esta técnica, o cirurgião se aproveita da incisão extremamente pequena por onde sai a catarata, para introduzir o cristalino artificial, geralmente feito de um material que se dobra facilmente e se abre dentro do saco capsular.

Observe na próxima imagem o tamanho de um cristalino artificial quando comparado com uma moeda. Estes cristalinos podem ser dobrados ao meio e desta forma serem introduzidos dentro do olho através de incisões mínimas. Ao final da cirurgia nem sutura será necessário colocar para um fechamento hermético do olho.

 
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Muitos cuidados devem ser tomados no pré, durante e depois da cirurgia, e sòmente seu oftalmologista de confiança terá todo o empenho em transmitir aos seus pacientes as informações adequadas.