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Catarata em diabéticos

 

De acordo com dados da International Diabetes Federation, calcula-se que hoje devam existir em torno de 425 milhões de diabéticos em todo o mundo e tal número deve se elevar a 630 milhões por volta do ano 2045


80% dos adultos com diabetes vivem em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento e a grande maioria se encontra na faixa etária entre 40 e 59 anos de idade. Em 2017 só a diabetes foi responsável por gastos com saúde totalizando US$727 bilhões.

Uma das conseqüências do diabetes mellitus é o desenvolvimento de catarata, geralmente se manifestando mais precocemente do que na média da população em geral. Dependendo do estágio desta opacificação, isto significa que pode haver indicação para a remoção da catarata logo que ela comece a interferir com as atividades laborais de seus portadores. E, mais importante, esta cirurgia deve ser realizada com o máximo de cuidado para se reduzir as chances de agravar as condições do olho a ser operado, muitos deles já acometidos por uma alteração conhecida como retinopatia diabética.

O tempo de cirurgia, a integridade de certos elementos anatômicos oculares e o uso da técnica da facoemulsificação são fatores importantes para eliminar uma possível complicação per ou pós-operatória.


Também o tipo de cristalino artificial e o local a ser implantado devem ser muito bem avaliados, pois em algumas situações podem não ser bem tolerados pelo olho diabético.

Cristalinos multifocais não devem ser implantados quando já existem alterações da retina decorrentes da diabetes, devendo ser substituídos por lentes monofocais acrílicas de bordos texturizados para evitar a opacificação secundária da cápsula posterior do cristalino.

Eventualmente a implantação de lentes multifocais podem dificultar a aplicação de laser no futuro, caso a retinopatia diabética venha a piorar e este tipo de tratamento tenha de ser indicado.



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Um dos grandes problemas que podem acometer os olhos de portadores de diabetes, é o desenvolvimento de retinopatia diabética, que pode variar desde uma forma branda até formas severas como a retinopatia diabética proliferativa, onde hemorragias intraoculares podem exigir tratamento cirúrgico conhecido como vitrectomia posterior via pars-plana e endofotocoagulação.

Pacientes diabéticos devem fazer um completo check-up clínico e endocrinológico antes de se submeterem a uma cirurgia de catarata e esta só deve ser realizada em um ambiente cirúrgico cercado de todos os cuidados per e pós operatórios. Tais pacientes, em sua maioria, também são portadores de outras patologias, como angina e hipertensão arterial, o que vai exigir um adequado monitoramento clínico/cardiológico durante o ato operatório.