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Degeneração Macular Relacionada à Idade: um tema sempre em pesquisa

 

Durante vários anos diversos pesquisadores têm se debruçado sobre as causas que provocaram o aparecimento desta grave doença retiniana nas populações idosas de Tóquio e grandes cidades na Itália, antes quase inexistente, com um índice aumentando de forma quase alarmante em poucas décadas, o mesmo não acontecendo em indivíduos da mesma faixa etária vivendo junto ao mar em cidades como Kobe, no Japão, e na Sicília, no país europeu.


H ábitos alimentares totalmente diversos levaram tais pesquisadores a levantarem suspeitas sobre a presença de conservantes e corantes presentes na forma de processar e conservar alimentos em grandes cidades.

Isto levou os oftalmologistas a defenderem uma alimentação mais rica em peixes, ovos (principalmente a gema, rica em luteína e altamente protetora da mácula), verduras (com destaque para brócolis, espinafre e outros vegetais, ricos em selênio), cenoura (rico em caroteno).



Leitura recomendada: Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)

Além disto, também há uma forte recomendação para as pessoas de pele e olhos claros a usarem diariamente óculos com lentes com filtro ultravioleta e filtro para luz azul.



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Sem dúvida, já sabemos que há neste tipo de degeneração, rotulada como DMRI (degeneração macular relacionada a idade) um componente hereditário bem como o hábito do tabagismo.

Recentemente no Journal of Investigative Medicine, os autores Huang-Hsi Chang et al publicaram um artigo que serve como mais um alerta sobre o possível incremento da doença através de poluição de nossas ruas: Traffic-related air pollutants increase the risk of for age-related macular degeneration (ARMD – em português DMRI).

O trabalho conduzido em Taiwan pela National Health Insurance Program entre os anos de 2000 e 2010 chega a conclusão preocupante que a exposição frequente ao ar poluído pelo dióxido de nitrogênio (NO2) e monóxido de carbono (CO) aumenta, de forma significativa, o risco destas populações apresentarem DMRI.

É importante salientar que quando se fala em DMRI, existem dois tipos clássicos da doença: uma na forma seca (sicca) que por vezes evolui de forma lenta e outra, a forma exsudativa, que pode provocar uma rápida perda da acuidade visual central, exigindo tratamento mais agressivo.

Mas em ambas as formas, por sorte, a visão periférica será mantida pelo resto da vida de seus portadores.

O tabagismo, além de contribuir para o aparecimento e agravamento de uma DMRI, também pode provocar o desenvolvimento de uma catarata (nesta foto a mancha branca, central, bem na área pupilar). Nos Estados Unidos os maços de cigarros já trazem o alerta aos fumantes para esta possibilidade.