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Os 100 anos da Universidade Federal do Rio de Janeiro

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Este ano a Universidade Federal do Rio de Janeiro comemora seus primeiros 100 anos. Na verdade, ela foi fundada muitos anos antes, em 17 de dezembro de 1792 como Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho. Somente em 7 de setembro de 1920 passou a situação de Universidade do Brasil.


H oje reúne algo em torno de 9.000 funcionários com 4.200 docentes e 67.000 estudantes, divididos em graduação (83%) e pós graduação (17%)) espalhados em 5 campi físicos: Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Angra dos Reis, Itaperuna e Macaé. Em 2015 o QS World University Ranking a classificou com a melhor universidade federal brasileira e como terceira melhor universidade do pais. Está na quinta posição entre as instituições da América Latina e na 25ª. entre as melhores universidades dos BRICS.


Brazão dos 100 anos da UFRJ

Até 1973 a Universidade do Brasil, agora já com o nome de Universidade Federal do Rio de Janeiro, concentrava grande número de faculdades ao longo da Avenida Pasteur, onde se destacava o imponente edifício que abrigava sua vestuta Faculdade Nacional de Medicina. Naquele ano, após a decisão de transferi-la para o campus do Fundão, deu-se o processo de demolição do prédio, inaugurado em 12 de outubro de 1918, na gestão do Presidente Wenceslau Brás.

Algumas outras faculdades ainda se mantem espalhadas pela cidade do Rio de Janeiro, como a Faculdade Nacional de Direito no Largo de São Francisco, a Escola Superior de Música quase ao lado da antiga Mesbla, no Centro.

Com uma vasta produção científica ao longo destes cem anos, a UFRJ é motivo de orgulho para o país e, principalmente, pelos egressos de suas faculdades, que produziram gerações e gerações de brilhantes profissionais que se destacam em todas as áreas de ciências. artes e cultura do Brasil.

 

Biografia da Faculdade de Medicina (Universidade do Brasil – Universidade Federal do Rio de Janeiro)


Poucos livros resgatam a memória da Faculdade Nacional de Medicina (FNM). Deles, o mais conhecido foi escrito pelo Professor George Doyle Maia, Livre Docente de Histologia e Embriologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e já falecido em 2017 no Rio de Janeiro, onde traça a trajetória desde a sua fundação até seus estertores em 1973 e definitiva demolição nos idos de 1974. Seu livro, “Biografia de uma Faculdade – História e estórias da Faculdade de Medicina da Praia Vermelha” (Editora Atheneu), já nos relata na Nota Prévia da 2ª. Edição publicada em 1996:


De 1919 a 1972, 53 turmas passaram pela FNM da Praia Vermelha. Se calcularmos uma média de 200 alunos por turma, considerando que dos anos 50 a 70 houve turmas de mais de 400 alunos porém, anteriormente, por exemplo, a minha turma de 1909 tinha somente 80 alunos, 10.600 médicos foram formados naquela Faculdade. Quase todos dela guardam saudade e boas recordações e estas vão aos poucos sendo esmaecidas à medida que os cabelos vão encanecendo. Este livro é uma tentativa de preservar esta memória.

Fui da última turma a cursar integralmente meu curso médico na Avenida Pasteur. Foi um período muito rico onde realizei plenamente meu sonho de me tornar médico; onde convivi com grandes nomes da Medicina Brasileira, um verdadeiro privilégio para todos nós que pudemos ingressar na FNM e desenvolver amizades que perduram até os dias de hoje.

 
 
Canção do Nicodemo

O “hino de guerra” que a turma sempre entoava nas mais diversas ocasiões festivas em que se encontravam. Este hino há de se perpetuar para sempre em nossas memórias e o repassaremos para as gerações que nos virão substituir. Ouça aqui a "Canção do Nicodemo", com arranjo musical de Otávio Padilha e a participação de Rui e Fernando Haddad no coro:



O Nicodemo (o Nicodemo)
O Jalaoba (o Jalaoba)
O Nicodemo, o Jalaoba, Jalaoba, oba, oba
O esqueleto (o esqueleto), da faculdade (da faculdade)
Tava guardado em creolina, creolina, lina, lina
Mas já acordou (e já acordou) e já gritou (e já gritou)
Que a maioral é a Medicina
Nacional de Medicina é a escola papa-fina
 
Jornal do CREMERJ

Encarte Especial da edição de Agosto de 1996, 30 anos após a invasão dos militares em Setembro de 1966 (acervo histórico do CPEDOC – Centro de Pesquisa e Documentação do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro).


Jornal do CREMERJ

Uma lástima a destruição de um prédio icônico que guardava tantas recordações a tantas gerações que por seus corredores e auditórios percorreram por mais de cinquenta anos.


Miguel Padilha, turma FNM-72

Crédito: Correio da Manhã / Arquivo Nacional.



Dr. Miguel Padilha
Dr. Miguel Padilha
Membro do Observatório da Saúde e Membro da Comissão de Ética do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.